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Posts Tagged ‘Versos’

Tentativa de haicai

os traços
riscados pelo tempo
contemplo

Seria possivel, no impeto da excessiva contemplação, cegarmos?

Seria possível, no ímpeto da excessiva contemplação, cegarmos?

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Conselho

Por menos créditos que
Dê você ao que dita o correto
A punição do [in]consciente [?]
Arrastará suas noites
Num eterno clarear
E furtará seu sono
E lhe dará como trono
A importuna sensatez.

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Vulga

Várias vezes vi vozes vindo
Voando. Voando vinham velozes
Várias vozes.
Vestidas de viril vermelho,
Vislumbradas, vagavam…
O vinho vertia-me
Vesga, vulta, vã de vida.
E a vontade de virar veneno
E vil vomitar
Voltagem
E virar vulto, vertigem,
Viagem vágada…

Veria verdade ou visão?

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Sonho

Vejo vagas visões
Vulcões vazios verbalizam
Verdades viris

Vitralizam veias viventes
Vozes valentes
Vidas videntes

Vingam-se vagando
Vomitando
Velozes versos ao vento

Vulgo invento

Vendem
Vestem
Vencem

Vão-se
Vai-se
Vide
In
Verso

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Ao Amor

Amo-te, Amor
Porque em mim está
Todo horror e sabor
De se ser como um mar

De ser fluida e deslizar sobre a mente
Minha, tua, de toda há gente
De todo há mar

De ser regada por um ar
Sempre úmido e cheiroso
Que cala todo e qualquer calar

De ser calma posto à costa
E banhar de freira a par
De ser rasa sobre a tua encosta
E profunda além da beira-mar

De ser solúvel posto sal grosso
E aos olhos dos que crêem
Estar sem ferida, ardida ser

De ser ressaca junto a cada gente
Que tranqüila finge brindar a vida
Sempre entorpecida

E então tragar o sóbrio
Feito águardente,
E regressar!
Seu inconseqüente semear

De ser incolor, sem sabor
E sem odor… aparentemente sem graça
Como os com rancor

E ser potável e salobra
calma, depois louca
E vagar…

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Tirem-me da frente tudo que

Possa valer como nome

Norma, forma ou sobrenome

Não agüento mais definições

Rótulos, etiquetas e todos esses palavrões

Tudo que separa mesa por mesa

E lava, e seca e breca.

Tirem-me da frente,

Já disse!

Ou precisam que repito?

Toda essa parafernálha de deus[es]

Semi-deuses e todos mais…

Que enfileiram, empilham

E com um certo golpe, depois

Pontapeiam belamente a frente e enfrente,

E riem descaradamente

Olhando as bolas descerem ladeira abaixo

Ao encontro, talvez, dos diabos.

Mas que tanto têm contra o diabo?

Que fez ele, me digam?

Que fez ele?
Também quero saber!

O tenho direito, não o tenho?

[…]

Não têm a resposta, hã?!

Eu sabia!

Estamos quites, então: nem eu, nem vocês.

Mas saiam daqui! Tenho pressa

Preciso aprender a pensar

No pensar do pensar.

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Saudade

Encontro-te lembrança
Na noite criança
Feliz a lembrar

Daquela esperança
Que a pouca andança
Fazia-me sonhar.

E tudo era tão lindo
Profundo e distinto
Queria morar

No prédio do elo
Que liga o amarelo
Ao doce há mar.

 

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