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Posts Tagged ‘Verdade’

Tirem-me da frente tudo que

Possa valer como nome

Norma, forma ou sobrenome

Não agüento mais definições

Rótulos, etiquetas e todos esses palavrões

Tudo que separa mesa por mesa

E lava, e seca e breca.

Tirem-me da frente,

Já disse!

Ou precisam que repito?

Toda essa parafernálha de deus[es]

Semi-deuses e todos mais…

Que enfileiram, empilham

E com um certo golpe, depois

Pontapeiam belamente a frente e enfrente,

E riem descaradamente

Olhando as bolas descerem ladeira abaixo

Ao encontro, talvez, dos diabos.

Mas que tanto têm contra o diabo?

Que fez ele, me digam?

Que fez ele?
Também quero saber!

O tenho direito, não o tenho?

[…]

Não têm a resposta, hã?!

Eu sabia!

Estamos quites, então: nem eu, nem vocês.

Mas saiam daqui! Tenho pressa

Preciso aprender a pensar

No pensar do pensar.

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Cair…

Eu não gostaria de dizer que meus pensamentos falham, quando desejam exprimir uma realidade que não seja real. Afinal, o que é, deveras, real? Não me respondam, meus caros! eu não quero saber. Na verdade não adiantaria em nada, simplesmente porque eu não acreditaria. Eu não acredito no ‘real’; eu não acredito no que se ‘vê’, capisce?

Eu só acredito no que eu vejo; naquele meu desejo de abrir para esconder. Como já dizia um amigo:”Navegar é preciso; viver não é preciso.” Eu quero mergulhar nesse mar de escuridão, e ir fundo, até passar do chão. E dar braçadas, até vazar o mundo. Quero poder boiar sobre a multidão, e depois afundar deitada num colchão. Borrar-me de cores, de sabores, de todos [des]amores. Eu quero a realidade inventada. Somente essa é digna de verdade. Porque ela é, realmente, minha.

Aqui nem há realidade; o que há é uma tal de verdade, essa que também foi inventada, mas que a tal de sagrada, bem esperta… e cá estamos. Eu quero pedir carona no barco da esquina, e atravessar o oceano que separa eu do teu mar. E poder adentrar em você; e você em mim.

“Viver não é necessário; o que é necessário é criar.”
… e cair sem ver o fim; na finitude do infinito.

Texto: Gauche

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