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Posts Tagged ‘Photografy’

Fênix

… hoje estou fogueira: queimando por dentro, soltando fagulhas e deixando só as cinzas pelo caminho.

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...só a janela.

Há tanto implícito no Só

Que minha cabeça fica num emaranhado de nó.

Hã! É de dá dó.

Gauche

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Cair…

Eu não gostaria de dizer que meus pensamentos falham, quando desejam exprimir uma realidade que não seja real. Afinal, o que é, deveras, real? Não me respondam, meus caros! eu não quero saber. Na verdade não adiantaria em nada, simplesmente porque eu não acreditaria. Eu não acredito no ‘real’; eu não acredito no que se ‘vê’, capisce?

Eu só acredito no que eu vejo; naquele meu desejo de abrir para esconder. Como já dizia um amigo:”Navegar é preciso; viver não é preciso.” Eu quero mergulhar nesse mar de escuridão, e ir fundo, até passar do chão. E dar braçadas, até vazar o mundo. Quero poder boiar sobre a multidão, e depois afundar deitada num colchão. Borrar-me de cores, de sabores, de todos [des]amores. Eu quero a realidade inventada. Somente essa é digna de verdade. Porque ela é, realmente, minha.

Aqui nem há realidade; o que há é uma tal de verdade, essa que também foi inventada, mas que a tal de sagrada, bem esperta… e cá estamos. Eu quero pedir carona no barco da esquina, e atravessar o oceano que separa eu do teu mar. E poder adentrar em você; e você em mim.

“Viver não é necessário; o que é necessário é criar.”
… e cair sem ver o fim; na finitude do infinito.

Texto: Gauche

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O mar no céu

 

 

Olho para o céu tentando entender, como as coisas do mundo se movem, se formam, se criam e juntam.
Tento, em vão, racionalizar, como acordamos sol e dormimos lua.
Como gritamos dor e sentimos amor.
Como queremos mudar, e algo dentro de nós, nos impede, nos proíbe, nos segura e nos cala…

Já fui assim, ja vivi assim, culpando outros por medos meus.
Pedindo justiça às pessoas erradas e chorando quando devia gritar.

Hoje, prefiro a espera.
os silêncios durante o dia e os gritos noturnos.
O entendimento do respeito oriental.
A honra de poder ser eu mesma.
A loucura de tentar entender coisas do passado no presente.
E enteder.

Não, não quero ser normal, banal e muito menos especial.

Quero ser feliz e gritar. Contagiar a paz. E espalhar o profundo.
Aquele mesmo que sempre encontram em meu olhar.
Aquele que puxa, como a ressaca, até quem estava só de passagem.

Cuidado vocês, o oceano é profundo e todos estão sem boia.
Mas a escuridão dos abismos, terá a luz que você sempre sonhou.

Como a sereia, canto para que venha.
Venha.
Venha…

 

[Texto e foto Nathalie Gingold]

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O sol bate no mozaico…

...e revela a sua própria imagem.

Quem a visse naquele momento, imaginaria que fosse o lindo rubor do Sol refletido, unido àquele requiem no vinil, que lhe entorpecia a face, e que, nitidamente, transportava-a para uma desconhecida dimensão. Digo desconhecida, para não ser ousado e intrometido, e desmascarar, sem sentido, todas as causas daquele estático movimento. E continuava vaga de tudo. Cheia do mudo Mundo.

O fato é que aquele torpor ia muito além das sensações puramente externas. Sim, os pedaços unidos formando traços desunidos, mexia com a sua fantasia – estímulo externo é sempre inevitável. E dizia para si mesma: “sois sóis”. Vez e outra, olhava escondida para si mesma. E baforava no espelho tingido, apenas para vê-lo embaçado, e vendo-o, pensava que assim devia estar sua mente naquele dia quente.

E lembrava-se da despedida. Daquela que ainda estava por vir. E com a testa franzida, rangia os dentes, irritada, só por saber que tudo e o todo não era seu. E nem meu. De ninguém. Fora sempre deveras prática. Muito prática. Circunstância nenhuma a deixava sem ação. Entretanto aquela daquele derradeiro instante. Aquele que nem chegara.

Então lembrava-se daquele fino homem. Daquele olhar cabisbaixo e, aparentemente, desatento. Porém, que em ligeiros movimentos, parecia vomitar, pelo silêncio de seu olhar, alma e coração. Daquela mania feia, mas que tanto lhe atraia, de roer o canto das unhas. Ai, aquele olhar parecia adentrá-la. E aquelas palavras sutis, que a atingiam mais forte que qualquer sedução; aquela inteligência nobre, que somente a vida vivida proporciona…

Não se importava com os 25 anos de diferença.

Texto: Gauche

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O cigarro acabou….

no tempo que deixei para você.

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Mandala

Filtra, gira, encontra pontos e os religa....nada chega no centro com a mesma vida.

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