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Posts Tagged ‘O blog’

Sobre a escrita

Se nos esforçamos para escrever, é porque algo mais forte nos força à tentativa de compreender.

Mas o quê?

Pelo divino..que se mostra em formas palpáveis, como as letras e nas coisas simples. Tentamos tocá-lo, mas nos esquecemos que ele está aqui, em nós mesmos, tentamos, nem sempre em vão, traduzir a nossa própria essência. A nossa própria divindade. - Nathalie Gingold (foto e nota)

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Por que o termo “balzaquianas”?

Valemo-nos do termo que se refere às mulheres do grande francês Balzac, para nomearmos este blogue. Tentamos buscar a essência do sentido que vaga sobre ele, da forma mais ampla possível, como modo de condensar nas palavras, a amplidão horizontal e vertical de (re)significações. Se é que ela(s) exista(m).

Um dos fatos que nos ataremos é a feliz união que casa a madura beleza – não pela idade, mas sim aquela que não se limita a formas estéticas convencionais, tão almejadas pelas mulheres de hoje – com a inteligência e a sabedoria da mulher, seja aos 30 anos, seja com menos ou mais. Por isso, daremos um mergulho nas profundezas internas dessa mulher que, por inúmeros motivos, pode ser encontrada em mulheres bem mais novas no mundo pós-moderno. Talvez pela acelerada movimentação de tudo que a rodeia. Talvez pelo excesso de sensação que essa movimentação impulsiona.

A beleza não é a física. Ou não apenas ela. Tal dar-se-á, digamos, sem fugir do cliclê, de dentro para fora. A mulher balzaquina sente uma sede que nunca será sanada. Uma gana incontrolável de mais e mais. Um querer desmedido. Dona de um olhar aguçado e um requintado descompromisso com o compromisso imposto pela sociedade castradora. Um importante detalhe: esse “mais” nunca será visto – ao menos não materialmente. Ele poderá ser sutilmente sentido; deliciosamente saboreado, apesar de muitas vezes, de tão azedo, ser cuspido depois de tão mastigado. Será também partilhado. Compartilhado pelo que há de mais nobre: as manifestações artísticas.

Fotografia, História, mitologia, música, poema, literatura e muita, mas muita poesia. Impressões e expressões das mais variadas. Tudo que maldosamente bem cutuca nossas entranhas, ao ponto de gritar. Seja pelo berro do silêncio; pela profundeza do vazio; pela clareza da escuridão; pela presença da ausência; pela ausente presença; pela grosseira beleza da palavra; pelo palpável indizível. E por todos os demais paradoxos que compõem o mundo tão complexo que forçosamente abraça a mulher.

A fortaleza mais sensível que há. Disso não se pode duvidar!

[Muito prazer, Gauche.]

Foto por Nathalie G.- Somos duas folhas, da mesma árvore, que se encontraram pelo vento.

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