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Posts Tagged ‘Loucura’

O mar no céu

 

 

Olho para o céu tentando entender, como as coisas do mundo se movem, se formam, se criam e juntam.
Tento, em vão, racionalizar, como acordamos sol e dormimos lua.
Como gritamos dor e sentimos amor.
Como queremos mudar, e algo dentro de nós, nos impede, nos proíbe, nos segura e nos cala…

Já fui assim, ja vivi assim, culpando outros por medos meus.
Pedindo justiça às pessoas erradas e chorando quando devia gritar.

Hoje, prefiro a espera.
os silêncios durante o dia e os gritos noturnos.
O entendimento do respeito oriental.
A honra de poder ser eu mesma.
A loucura de tentar entender coisas do passado no presente.
E enteder.

Não, não quero ser normal, banal e muito menos especial.

Quero ser feliz e gritar. Contagiar a paz. E espalhar o profundo.
Aquele mesmo que sempre encontram em meu olhar.
Aquele que puxa, como a ressaca, até quem estava só de passagem.

Cuidado vocês, o oceano é profundo e todos estão sem boia.
Mas a escuridão dos abismos, terá a luz que você sempre sonhou.

Como a sereia, canto para que venha.
Venha.
Venha…

 

[Texto e foto Nathalie Gingold]

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A lua…

...do mês do cachorro louco

Paralisada pelo brilho fosco
Que ilumina o meu rosto
Fico em sôfrega comtemplação.

Também porque ela não faz o gosto
Desse bando disposto
A enfeitar a emoção.

Luz incandescente
Diga pra essa gente
Que não precisamos de inspiração.

Mostre-se, Lua dos ensandecidos
Daqueles que cheiram pelos ouvidos
E que cantam com e cem sensação.

Mostre-me o brilho dos endoidecidos.
Daqueles que lutam embebidos
Por amor ou prazer, por louvor ou fazer
Das palavras o seu único Ser.

Poema: Gauche

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Naquele momento…Nada

Muito tempo atrás, eu sempre sabia como me desengasgar, mas era tudo tão denso, que nem sempre a superficie era onde eu me salvava.

 As vezes os livros, a noite, um gato ou mesmo uma folha perdida de caderno, que pedia, suplicava, implorava à caneta que viesse escrever. Eu só obedecia. Era jovem, calma e naïf.

Hoje não sinto a necessidade de escrever, sinto que aí está e pronto. A palavra se inscreve e eu a apoio.

Não sou deste mundo, as horas flutuam coicidentemente sobre mim, as pessoas em silêncio e eu, deixando de sonhar.
Tudo me confunde e tenho clareza para ver além.

E mesmo

que

nada

se encontre

tudo me conforta e me joga de volta ao poço que já deixei de ir.

As horas passam, eu não

Os beijos somem, menos a saudade.
O ventilador range, e meus dentes nada.

Minha vida segue, mas nada vai reto, tudo em pedaços, tudo em linhas espirais, tudo antigo e estranho.

 Nada me conforta.

Nada de usual me alimenta.

Quero o momento de loucura, o calor do teu cheiro, o olhar eterno, as palavras do branco…o giz despedaçado na mão.

Quero minha amiga pulando, me deixando em outra vida, puro sentido, pura sensação de ar…cachos pelo ar.

Não, não quero minha mãe.

Quero enlouquecer com você.

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