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Posts Tagged ‘letras’

Vendaval

E como um redemoinho sem controle, tudo girou
Tudo saiu do lugar para voltar ao primeiro.
A dor foi em saber.
Saber do coração.
Saber que mesmo depois, tudo volta ao mesmo lugar.

Aqueles que, de tão jovens, seguem, seguem, seguem os traços da tempestade.
Não entendem, seguem e sentem dor.
Sem saber por onde.
Sem conseguirem segurar.
Transbordam.

O vento soprou e tudo sumiu.
Toda energia.
Todos.
Mas o vento ainda bate.
E, por minutos de mar, ele me segura.
Me abraça.
A dor afaga.
Minha asas se esticam e vejo o horizonte a luzir.

Agora tudo virou espaço.
O gosto mudou.
A cor.
E todo um universo renasce.
Como eu.

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Naquele momento…Nada

Muito tempo atrás, eu sempre sabia como me desengasgar, mas era tudo tão denso, que nem sempre a superficie era onde eu me salvava.

 As vezes os livros, a noite, um gato ou mesmo uma folha perdida de caderno, que pedia, suplicava, implorava à caneta que viesse escrever. Eu só obedecia. Era jovem, calma e naïf.

Hoje não sinto a necessidade de escrever, sinto que aí está e pronto. A palavra se inscreve e eu a apoio.

Não sou deste mundo, as horas flutuam coicidentemente sobre mim, as pessoas em silêncio e eu, deixando de sonhar.
Tudo me confunde e tenho clareza para ver além.

E mesmo

que

nada

se encontre

tudo me conforta e me joga de volta ao poço que já deixei de ir.

As horas passam, eu não

Os beijos somem, menos a saudade.
O ventilador range, e meus dentes nada.

Minha vida segue, mas nada vai reto, tudo em pedaços, tudo em linhas espirais, tudo antigo e estranho.

 Nada me conforta.

Nada de usual me alimenta.

Quero o momento de loucura, o calor do teu cheiro, o olhar eterno, as palavras do branco…o giz despedaçado na mão.

Quero minha amiga pulando, me deixando em outra vida, puro sentido, pura sensação de ar…cachos pelo ar.

Não, não quero minha mãe.

Quero enlouquecer com você.

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