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Posts Tagged ‘Escrita’

O mar no céu

 

 

Olho para o céu tentando entender, como as coisas do mundo se movem, se formam, se criam e juntam.
Tento, em vão, racionalizar, como acordamos sol e dormimos lua.
Como gritamos dor e sentimos amor.
Como queremos mudar, e algo dentro de nós, nos impede, nos proíbe, nos segura e nos cala…

Já fui assim, ja vivi assim, culpando outros por medos meus.
Pedindo justiça às pessoas erradas e chorando quando devia gritar.

Hoje, prefiro a espera.
os silêncios durante o dia e os gritos noturnos.
O entendimento do respeito oriental.
A honra de poder ser eu mesma.
A loucura de tentar entender coisas do passado no presente.
E enteder.

Não, não quero ser normal, banal e muito menos especial.

Quero ser feliz e gritar. Contagiar a paz. E espalhar o profundo.
Aquele mesmo que sempre encontram em meu olhar.
Aquele que puxa, como a ressaca, até quem estava só de passagem.

Cuidado vocês, o oceano é profundo e todos estão sem boia.
Mas a escuridão dos abismos, terá a luz que você sempre sonhou.

Como a sereia, canto para que venha.
Venha.
Venha…

 

[Texto e foto Nathalie Gingold]

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Sonolência

Num súbito movimento esfregou os olhos de cristal, que repletos de sal, ardiam feito brasa acesa no quintal. O dedo já tremia daqueles tantos movimentos. A perna esquerda comprimia todos aqueles compartimentos. Há tempos que não era daquele jeito. E lembrou-se de quando debruçada no parapeito da janela, imaginava feliz, com as grades no nariz, um sonho perfeito. Eram tantas sentimentalidades; tanta inocência. A naturalidade da inconsciência na puberdade.

Embalada em leves melodias, contava, enquanto cantava, as estrelas, com alegria. Escrevia poemas a revelia. Sem pluma nem papel. Era sempre ao léu. Na cantoneira, havia sempre uma luneta, e por fim, brincava, no céu, de jardim. A Lua, dessa vez, era jasmim. E sentia o frescor da brisa invadir seu quarto sem pedir licença. E adorava aquela intrometida presença.

Aproveitava o momento com ela, e tirava, antes da soneca, a sonata pra dançar. E abraçadas, davam imensas braçadas, e sentiam a vento escorrer por entre os dedos das mãos. Era um louco deslizar. Um delicioso bailar. E suada, secava-se no chão. Deitava, se esticava, e brincava mais um pouco, sem direção.

[Toc, toc, toc -abriram a porta-
_Oi?
_Ainda acordada?
_Sim.
_Vá dormir! Já passa das 2h. Amanhã é dia de branco.]

Confirmou o horário. A mãe estava certa. Desligara-se do mundo virtual e real por loooooongos minutos. Havia tempo, também, que não se permitia tal companhia. E teimosa, sua consciência lhe perguntava se aquilo que vivera na adolescência era mesmo inconsciência. Não soube responder. Talvez fingisse não saber. Era menos doloroso. E muito mais fácil, afinal, tudo a sua volta era irreal, e insistiam, desde pequena, em fazerem-na acreditar na existência de uma verdadeira [i]moral.

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Fingir é ser

Sento

Tento

Invento

Sim!

É

Mais

Que

Talento!

É

Sentimento

Incontido

Desabando

Sem

Cabimento

[?]

 

Casulo vazio e o fogo - Por Nathalie Gingold

Casulo vazio e o fogo - Por Nathalie Gingold

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