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Archive for the ‘Poesia’ Category

De um amigo

Abrir os olhos
ver o teto
aquela tristeza novamente
olhar os livros
reencontrar o livro começado
café quente e forte com leite
notícias na tv
rua
pensamentos enquanto caminho
mulher amada
planejo o bonsai perfeito
idéia de um livro que revolucionara a literatura
como me esconder da fama
transeuntes apressados
aquela tristeza que não me abandona
como será minha velhice
paro de pensar
observo os mendigos
barulho, carros
recomeço a pensar
subo escadas
notícias na tv
pensamentos
banho
enfim livre
estou na companhia de algum autor
dentro de algum texto
penso algo
net
ainda estou triste
minha cama
boa noite e até daqui a pouco.

[C.G.casmurro]

 

Pregadores, pregando, pregando....

Pregadores, pregando, pregando....

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Ano Novo

Morre um ano. Outro nasce.
Sementes de esperanças são lançadas ao ar
Junto às pipocas que estouram no céu.
Desejos, desejos, desejos…

Fazeres seculares, como num ritual,
Repetem-se, refazem-se, renovam-se.
Renovação, deveras?
Crença!

Tal, encontrar-se-á, quem sabe,
Quando o ser desprender-se da divisão de papel
Feita por alguém que pretendia, provavelmente,
Mensurar tudo que, por excelência,
Não tem medida: o Tempo…
A Vida!

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À Flor do céu

Ó, Flor, tão linda, do céu!
Ó, Flor cândida e pura!
Acalenta esta pobre criatura
Que se abriga agora em seu véu.

Afaga essas mãos que, no papel,
Assemelham-se às que agarram o pincel.
E que sangram amor e ternura…
Pelo canto que minh’alma se cura.

Jorra em mim vosso brilho, mia Lindeza!
Espante este broto de medo, Fortaleza.
Põe-me, peço, alegre ou infeliz a cantar.

Vossa paz é o que preciso. É a certeza
De nada ser, nada saber. É a grandeza
De uma canção no infinito de amar.

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Espirais de útero

01-12-08_82

 

figura geométrica

canto, centro

coração

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Alvorada

ainda é tarde,
mas a sensação que cinge
a alma ávida de tudo
é do anoitecer

há tempos que a sombra do dia caindo
vem dobrando a esquina
e botando no peito – que quase todo se
desabotoa –
o esplendor lunático
da noite dentro da madrugada.
e de tão profunda
e intensa
numa plenitude em si
amanhece

01-12-08_66

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Lua e Sol

rendida
pelos braços da poesia
que envolve a gente
estou

e após fazer sôfrego amor
– palavra com palavra –
deito, lânguida, no peito mudo
embalada pela cadência
dos rumores ternos
que apenas se sente

nada mais!
mais nada!
Eis tudo!

numa explosão conscientemente louca
e linda
e toda
torno-me
Lua e você Sol

– a completude perfeita [?]
dar-se-á
talvez
na união de nós
Paradoxos –

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Fiore Rossa

[A Nathalie]

perda-se na estrada da vida,
Fiore Rossa
e permita-se lambuzar
pelo desconhecido pavor
da novidade
e torne-se outra

abraçe, sem medida,
o beliscão que lhe dá a vida
e saboreie o perfume
contido no incontível

veja-se dentre os cacos espalhados
nesse espaço limitado que
tende ao infinito

a prova viva do infinito
[in]contido no finito
é teu osso
tua carne
teu sangue

a calma

que cabe na palma
aberta ou fechada
da mão, escorre
e se perde na alma

nesse momento de perda
encontrar-se-á
Calma

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