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Archive for the ‘Fotografia’ Category

A linha

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Bijoux

Cruzar e formar a beleza

Cruzar e formar a beleza

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O portão

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E eu lhe pergunto:
– Trouxeste a chave?
Então vá! Viva a ilusão da liberdade!
[Jhenifer Lira]

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Do céu

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Do céu, o pássaro raro pousou.... e do céu, nada falou, só observou.

Se canto
Não é porque preciso de encanto
Tampouco de encantar
Preciso apenas de um canto
Pra que eu possa
Cantar

[Jhenifer Lira]

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Eterna

Pudera saber se o sol passeia livremente
Na escuridão que encandeia aquela mente
Pois se em meio ao silêncio negro e fosco
A sensação é de um brilho rente ao rosto
Que alegre chora ao ver a noite cadente

E o penumbre que incinera o coração
Banhado pelo segredo da obrigação
Despe o medo de hablar a senhoria
E abre o peito estufado de poesia
E lança ao povo a antiga omissão

De ver gritando amor a madrugada
E com fervor, rosnar, amargurada
Pelo pavor que remete a sua cor
E que definha ódio e rancor
À face ingênua, amistosa e sagrada

Diante da luz envolta à noite milagrosa
E do silêncio que dialoga com esta prosa
Vê-se vida alumiada pelo penumbre
E a profecia poética assim se cumpre
E brilha o sol naquela noite calorosa

E o que era dia, em meio ao breu, pronuncia:
– Une-me a te, caro Negrume, me anuncia
Parte de você, e deixa amanhecer a noite
Fresca até o sol saber que é a Lua a luz do dia.

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Cena aberta

Sombras do símbolo da paz
Projetadas no ardente chão
Que escorre suor em cada vão…
Mais uma miragem que se desfaz

Ao correr ao lado do rapaz
Que só, labuta sem direção.
E abre-se a frente um coração
Como fosse estréia em cartaz,

E aos nós as ligas da razão
Agitam-se numa briga audaz.
Mas diante da rubra imensidão

Desligam-se do ‘mal’ tão fugaz
E indagam essa infinita vastidão
De amor, de alegria e de paz
[?]

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Surto

Sentada na cama sobre as pernas cruzadas que já apresentavam indícios de dormência pelo excessivo tempo naquela mesma posição, lia pela sengunda, talvez terceira, aquele mesmo livro. E a cada leitura, a impressão que a dominava, era de que um penhasco abria-se diante de seus pés, e então contemplava a descoberta daquele novo mundo.

‘A sensação das mãos molhadas, incapazes de reter a água. Era a mesma que sentia quando as palavras iam surgindo de dentro, formando as frases que tinham cadência e refletiam apenas o balanço do pensamento que divagava, como se andasse pelo corpo todo e apanhasse, em cada ponto, o ritmo próprio que a animava.’

Era isso.

Sorvera outra taça de vinho. Daquele modo. Naquela sucessividade, acabaria por embriagar-se, mas o sabor amargo daquele sumo de uvas, agradava-lhe tanto. Gostava de empoça-lo na boca, a fim de saborear ao máximo aquela colheita. Imaginava que mergulhar nas profundezas daquele abismo poderia ser intenso como era o torpe que aquele lento virar proporcionava-lhe. E fitava ora o nada ora o teto enquanto deliciava-se com aquele efervecer de sensações causados também pelo tinto. No momento daquele segregar, apetecia-lhe laçar todas as miragens que insistiam em seduzi-la para o mergulho naquele precipício. Não devia ser de todo ruim, porém sabia que poderia não mais retornar das cinzas da delícia e do prazer que é o lar do ‘faz-de-conta’. Perguntava-se, com rugas na testa, por que não cumprir as ordens do desejo, e assim trouxe o passado a eternizá-lo. E num ímpeto deslizar, imergia tão além, que nem pôde regressar. E sorriu.

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