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Posts com Tag ‘Poesia’

À Flor do céu

Ó, Flor, tão linda, do céu!
Ó, Flor cândida e pura!
Acalenta esta pobre criatura
Que se abriga agora em seu véu.
Afaga essas mãos que, no papel,
Assemelham-se às que agarram o pincel.
E que sangram amor e ternura…
Pelo canto que minh’alma se cura.
Jorra em mim vosso brilho, mia Lindeza!
Espante este broto de medo, Fortaleza.
Põe-me, peço, alegre ou infeliz a [...]

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Do céu

Se canto
Não é porque preciso de encanto
Tampouco de encantar
Preciso apenas de um canto
Pra que eu possa
Cantar
[Jhenifer Lira]

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Vendaval

E como um redemoinho sem controle, tudo girou
Tudo saiu do lugar para voltar ao primeiro.
A dor foi em saber.
Saber do coração.
Saber que mesmo depois, tudo volta ao mesmo lugar.
Aqueles que, de tão jovens, seguem, seguem, seguem os traços da tempestade.
Não entendem, seguem e sentem dor.
Sem saber por onde.
Sem conseguirem segurar.
Transbordam.
O vento soprou e tudo sumiu.
Toda [...]

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Glosa

Que o tremor deste corpo errante
Suado e cansado de tanto cantar
Alastre o amor pelo verso inebriante
Que calado, grita, o pranto de amar.
E que essa dor de todo instante
Afague o labor de cada versejar
E vibrante, torne-o constante
Nesse viver, pr’assim me consolar.
Por noites amenas e confusas
Por vias serenas e escuras
Por horas eternas e difusas
O peito em brasa [...]

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Eterna

Pudera saber se o sol passeia livremente
Na escuridão que encandeia aquela mente
Pois se em meio ao silêncio negro e fosco
A sensação é de um brilho rente ao rosto
Que alegre chora ao ver a noite cadente
E o penumbre que incinera o coração
Banhado pelo segredo da obrigação
Despe o medo de hablar a senhoria
E abre o peito estufado [...]

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Cena aberta

Sombras do símbolo da paz
Projetadas no ardente chão
Que escorre suor em cada vão…
Mais uma miragem que se desfaz
Ao correr ao lado do rapaz
Que só, labuta sem direção.
E abre-se a frente um coração
Como fosse estréia em cartaz,
E aos nós as ligas da razão
Agitam-se numa briga audaz.
Mas diante da rubra imensidão
Desligam-se do ‘mal’ tão fugaz
E indagam [...]

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Despertador

Embebida pelo sono
Deito
E não durmo.
E tudo fica ainda mais estranho
Que estar com sono
E não adormecer.

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Tentativa de haicai

os traços
riscados pelo tempo
contemplo

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Autocrítica

Quanto prazer deve haver
Em ver-se
E convencer-se
De que mais vale
Na ânsia do desconforto
De tragar o todo
O corpo
Driblar em baile
E sugar o pouco
Aos poucos
E no ímpeto da discordia?
- Sorrir -

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Conselho

Por menos créditos que
Dê você ao que dita o correto
A punição do [in]consciente [?]
Arrastará suas noites
Num eterno clarear
E furtará seu sono
E lhe dará como trono
A importuna sensatez.

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