Ó, Flor, tão linda, do céu!
Ó, Flor cândida e pura!
Acalenta esta pobre criatura
Que se abriga agora em seu véu.
Afaga essas mãos que, no papel,
Assemelham-se às que agarram o pincel.
E que sangram amor e ternura…
Pelo canto que minh’alma se cura.
Jorra em mim vosso brilho, mia Lindeza!
Espante este broto de medo, Fortaleza.
Põe-me, peço, alegre ou infeliz a cantar.
Vossa paz é o que preciso. É a certeza
De nada ser, nada saber. É a grandeza
De uma canção no infinito de amar.
