E como um redemoinho sem controle, tudo girou
Tudo saiu do lugar para voltar ao primeiro.
A dor foi em saber.
Saber do coração.
Saber que mesmo depois, tudo volta ao mesmo lugar.
Aqueles que, de tão jovens, seguem, seguem, seguem os traços da tempestade.
Não entendem, seguem e sentem dor.
Sem saber por onde.
Sem conseguirem segurar.
Transbordam.
O vento soprou e tudo sumiu.
Toda energia.
Todos.
Mas o vento ainda bate.
E, por minutos de mar, ele me segura.
Me abraça.
A dor afaga.
Minha asas se esticam e vejo o horizonte a luzir.
Agora tudo virou espaço.
O gosto mudou.
A cor.
E todo um universo renasce.
Como eu.
