E se, de repente,
tudo tivesse garras…
E se o ontem fizesse parte do hoje,
como se o amanhã nunca mais existisse?Só.
Só olho para o chão,
que brilha, puxa e faz horizontes se tornarem rodapés.
Tudo que do chão faz sua morada,
de lá nunca mais sai.
Nas paredes, galhos abertos e enraizados.Tudo se torna o que é.
Tudo converge num silêncio monumental.Nada mais é algo
tudo se resume a isso.O fim da noite,
o começo do nada.Tudo num turbilhão de sons e nadas.
Tudo parado.
Tudo barulho.
Tudo no nada.
E se tudo…
Sexta-Feira, 24 Outubro , 2008 por Nathalie Gingold


Gosto da tua Poesia, Nat. Nas construções concisas e limótrofes flutua uma cadência envolvente que me leva a retomar velhas hipóteses em novas formas.
Faces novas de antigas idéias que se esvaem no nada. Poesia, pois. Sempre Poesia.
Beijo
Boa observação, Berga.
A Nath honra aquela de qualidade versus quantidade. Escreve pouco, porque, parece-me, contém, gota por gota, toda a sua natureza de fênix, até que o pote carnal, sem mais conseguir conter o incontível, transborda, em formas de letras, toda a sensação que parece sufocá-la; e se esparrama para o nosso deleite.
Ótimo, Nath, ótimo!
Bisous, Fiore Rossa.
Gente! Quanta palavra dificil e quanta honra vcs me dão ao se deleitarem com tanta vontade em minhas loucuras!
Me sinto invadida, mas pela primeira vez, me sinto bem com isso
Calma, que a fênix demora a voltar…mas se vcs estiverem atentos aos ventos, sentirão uma leve brisa que vem de asas, asas de fogo, bater às suas orelhas.
Bisous