entorto a rua
e sigo nua
pela sinuosidade
crua
que é estar despida
do trapo vil
que reveste a vida
desnuda do tecido
mórbido, que finge Vida
e que cozinha
e perpetua a ferida
calada de fala Vou…
as chagas antes abertas
dispersas
despertavam pranto
embalando-me no canto
do infortúnio
agora torta deixo morta
aquela existência pura e verdadeira
e bato a porta
e mudo a rota
Crua muda e nua


Gostei muito do ritmo dessa! Tem um balanço gostoso…
Que bom, Rafa. Também gosto bastante da presença de aliteração e assonância em versos. Apesar de não ter ficado muito bom, esse poema construiu uma sonoridade bem gostosinha, sim.
Um beijo.
É um balanço que dá sensação de liberdade.
Adorei esse poema.
Bela imagem.
E esta é a intenção, Berga: Liberdade [com maiúscula mesmo]. Acredito que somente por meio da escrita ela será possível. Infelizmente.
Você é novo por aqui; volte sempre! Gostei muito do seu comentário.
Beijos!