Olho para o céu tentando entender, como as coisas do mundo se movem, se formam, se criam e juntam.
Tento, em vão, racionalizar, como acordamos sol e dormimos lua.
Como gritamos dor e sentimos amor.
Como queremos mudar, e algo dentro de nós, nos impede, nos proíbe, nos segura e nos cala…
Já fui assim, ja vivi assim, culpando outros por medos meus.
Pedindo justiça às pessoas erradas e chorando quando devia gritar.
Hoje, prefiro a espera.
os silêncios durante o dia e os gritos noturnos.
O entendimento do respeito oriental.
A honra de poder ser eu mesma.
A loucura de tentar entender coisas do passado no presente.
E enteder.
Não, não quero ser normal, banal e muito menos especial.
Quero ser feliz e gritar. Contagiar a paz. E espalhar o profundo.
Aquele mesmo que sempre encontram em meu olhar.
Aquele que puxa, como a ressaca, até quem estava só de passagem.
Cuidado vocês, o oceano é profundo e todos estão sem boia.
Mas a escuridão dos abismos, terá a luz que você sempre sonhou.
Como a sereia, canto para que venha.
Venha.
Venha…
[Texto e foto Nathalie Gingold]


A intensidade das palavras talvez somente seja superada pela magnitude das imagens. Universal demais para ser um depoimento, pessoal demais para ser um manifesto. Essa poesia não pode ser qualificada.
Ela prescinde de todas as qualificações.
Parabéns.
Nossa…to encabulada!
Muito obrigada Guilherme!
Sabe o que eu acho q foi na verdade? Um sussuro da alma…
Abraços e volte sempre, esses textos loucos e essas imagens estranhas sempre estão por aqui!
É, Guilherme, certas palavras são inqualificáveis; indefiníveis. São essas, a meu ver, as melhores. Porque nos surpreendem; tiram nossas falas; todos nossos argumentos. É nesse momento, então, que ela [a poesia] cumpre o verdadeiro propósito que todo texto poético e/ou literário deveria ter: causar a reflexão. Ou a perturbação hehe.
E vou falar, viu, Nath: cada dia mais encantada com você, visse?
Beijos pros dois!
Putz, encabulada duas vezes!!!!!!