Eu não gostaria de dizer que meus pensamentos falham, quando desejam exprimir uma realidade que não seja real. Afinal, o que é, deveras, real? Não me respondam, meus caros! eu não quero saber. Na verdade não adiantaria em nada, simplesmente porque eu não acreditaria. Eu não acredito no ‘real’; eu não acredito no que se ‘vê’, capisce?
Eu só acredito no que eu vejo; naquele meu desejo de abrir para esconder. Como já dizia um amigo:”Navegar é preciso; viver não é preciso.” Eu quero mergulhar nesse mar de escuridão, e ir fundo, até passar do chão. E dar braçadas, até vazar o mundo. Quero poder boiar sobre a multidão, e depois afundar deitada num colchão. Borrar-me de cores, de sabores, de todos [des]amores. Eu quero a realidade inventada. Somente essa é digna de verdade. Porque ela é, realmente, minha.
Aqui nem há realidade; o que há é uma tal de verdade, essa que também foi inventada, mas que a tal de sagrada, bem esperta… e cá estamos. Eu quero pedir carona no barco da esquina, e atravessar o oceano que separa eu do teu mar. E poder adentrar em você; e você em mim.
“Viver não é necessário; o que é necessário é criar.”
… e cair sem ver o fim; na finitude do infinito.
Texto: Gauche


“Eu quero a realidade inventada. Somente essa é digna de verdade.”
A tal verdade, vasta terra de ninguém, inacessível e imensurável, intriga-me bastante. Vez por outra rabisco alguma coisa em que se lê o nome dela… Pensei em escrever um trecho aqui de algum dos mais recentes, mas acho que, em breve, estará no miolos. Um, inclusive, está no orkut.
Abbracci, carine.
Talvez os mesmos motivos insistam em nos cutucar sobre essa tal, posto que, com suas palavras, é uma vasta terra de ninguém. O problema está em que pouquíssimas pessoas compreendem isso.
Eu repito que estou cheia de saudades das suas palavras, carina. Espero, ansiosa, para conferir seus espasmos sobre la realità.
Beijinhos, flor nordestina.
Olá Clarissa!
A Jhenifer me falou muito bem de você…e o simples falto de vc questionar a realidade como absoluta já me dá razões para acreditar nela…
O mundo é da cor que nós pintamos…vi essa frase uma vez e aí meu cérebro travou mais um pouco, realmente, a realidade é tão relativa, tão improvável, tão distante da loucura que achamos que ela é, que chega a ser impossivel determina-la.
Acho que o máximo que podemos fazer, é melhora-la.
Deixa-la mais nítida, profunda e bela.
Abraços!
Eu não falei que ela e linda, Nath. Mas não fisicamente, não! Apesar de ser também. Ela é uma das nossas! ‘balzaquiana por natureza’.
Beijos!