Valemo-nos do termo que se refere às mulheres do grande francês Balzac, para nomearmos este blogue. Tentamos buscar a essência do sentido que vaga sobre ele, da forma mais ampla possível, como modo de condensar nas palavras, a amplidão horizontal e vertical de (re)significações. Se é que ela(s) exista(m).
Um dos fatos que nos ataremos é a feliz união que casa a madura beleza – não pela idade, mas sim aquela que não se limita a formas estéticas convencionais, tão almejadas pelas mulheres de hoje – com a inteligência e a sabedoria da mulher, seja aos 30 anos, seja com menos ou mais. Por isso, daremos um mergulho nas profundezas internas dessa mulher que, por inúmeros motivos, pode ser encontrada em mulheres bem mais novas no mundo pós-moderno. Talvez pela acelerada movimentação de tudo que a rodeia. Talvez pelo excesso de sensação que essa movimentação impulsiona.
A beleza não é a física. Ou não apenas ela. Tal dar-se-á, digamos, sem fugir do cliclê, de dentro para fora. A mulher balzaquina sente uma sede que nunca será sanada. Uma gana incontrolável de mais e mais. Um querer desmedido. Dona de um olhar aguçado e um requintado descompromisso com o compromisso imposto pela sociedade castradora. Um importante detalhe: esse “mais” nunca será visto – ao menos não materialmente. Ele poderá ser sutilmente sentido; deliciosamente saboreado, apesar de muitas vezes, de tão azedo, ser cuspido depois de tão mastigado. Será também partilhado. Compartilhado pelo que há de mais nobre: as manifestações artísticas.
Fotografia, História, mitologia, música, poema, literatura e muita, mas muita poesia. Impressões e expressões das mais variadas. Tudo que maldosamente bem cutuca nossas entranhas, ao ponto de gritar. Seja pelo berro do silêncio; pela profundeza do vazio; pela clareza da escuridão; pela presença da ausência; pela ausente presença; pela grosseira beleza da palavra; pelo palpável indizível. E por todos os demais paradoxos que compõem o mundo tão complexo que forçosamente abraça a mulher.
A fortaleza mais sensível que há. Disso não se pode duvidar!
[Muito prazer, Gauche.]

Foto por Nathalie G.- Somos duas folhas, da mesma árvore, que se encontraram pelo vento.

Avanti,cara mia,Avanti!
Sempre, amore. Andiamo insieme!
Alllons enfant de la patrie! hahahahah…nao falo italiano, mas francês sim!
Auguri, bambine. Félicitations et congratulazioni…
hehehe…
eu sei os dois, pelo menos eu acho!
Amei a idéia de vcs duas.
Amei a foto das folhas e a essência dela.
Parabéns!
Obrigada, Dani. Realmente a foto das folhas é muito significativa. Ainda mais no contexto em que ela se encontra. Volte sempre, carina rs.
Beijos a todas vocês!
Sejam bem-vindas ao WordPress.com. Que os deuses da blogosfera permitam que vocês escrevam bem e ajam bem, para a honra e glória da blogosfera como um todo e do blog de vocês em particular.
Amplexos.
Obrigada Dani!!!!!!!!!
Também amamos a idéia, tanto q escrevemos sem travas, sem medos e com todos os significados que, há muito, queriam sair!
Beijos! E volte sempre!
Muito obrigada Henderson!!!
To me sentindo até no Olimpo Virtual! Queria reverenciar as deusas femininas em especial, aquelas que trazem a escuridão da noite e nos revela sua grandeza…
Abraços e volte sempre!
Nath, vou dispensar meu comentário ao Henderson. Você disse tudo.
Beijos!
que linda essa foto e a interpretação dela…
Sica querida!
Que bom que viestes dar uma alô por aqui! Venha sempre!
A idéia é juntar as idéias às fotos…;)
Beijos!
Mi casa, su casa!
Receba as minhas boas vindas também, Sica.
Entre e sinta-se à vontade!
Beijos!
Acabei de falar do alvoroço de sensações que por pouco não rasga as veias estreitas do corpo que é mais alma do que carne (as palavras não foram essas, mas o(s) sentido(s) é(são) o(s) mesmo(s)) e dou de cara com esse texto de palavras à flor da pele.
Aplausos para a idéia, para o “leiaute” por demais familiar, rs e, sobretudo, para a aura do blog.
Xêros, em nordestinês.
Eu sabia que faltava alg(uém)o por aqui. Mas não sabia claramente o quê (quem). Mas agora…
Ai, querida, acabei de ler sobre o vai-e-vem de sensações a que se refere. E o que digo é que “… por pouco não rasga as veias estreitas do corpo que é mais alma do que carne”. Talvez isso seja a coisa mais linda e mais ‘verdadeira’ que li nos últimos tempos.
Considerando a pretensão deste blog, ou a falta dela, você não poderia ausentar-se, posto que és uma ‘balzaquiana por natureza’.
Suas palavras são altamente importantes para o desenrolar dos fatos, imaginários ou não, visse?
Bacini, em italianês rs.
Somos o relativo que vaga no domínio do Divino.
Para duas energias verdes que se semeiam pelo cosmos,
dois beijos de jade.
Parabéns
Vicente
Seja muito bem-vindo, Vicente.
Um Infinito beijo em você.