terça-feira, 20 janeiro , 2009 por Jhenifer Lira
Abrir os olhos
ver o teto
aquela tristeza novamente
olhar os livros
reencontrar o livro começado
café quente e forte com leite
notícias na tv
rua
pensamentos enquanto caminho
mulher amada
planejo o bonsai perfeito
idéia de um livro que revolucionara a literatura
como me esconder da fama
transeuntes apressados
aquela tristeza que não me abandona
como será minha velhice
paro de pensar
observo os mendigos
barulho, carros
recomeço a pensar
subo escadas
notícias na tv
pensamentos
banho
enfim livre
estou na companhia de algum autor
dentro de algum texto
penso algo
net
ainda estou triste
minha cama
boa noite e até daqui a pouco.
[C.G.casmurro]

Pregadores, pregando, pregando....
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quinta-feira, 1 janeiro , 2009 por Jhenifer Lira
Morre um ano. Outro nasce.
Sementes de esperanças são lançadas ao ar
Junto às pipocas que estouram no céu.
Desejos, desejos, desejos…
Fazeres seculares, como num ritual,
Repetem-se, refazem-se, renovam-se.
Renovação, deveras?
Crença!
Tal, encontrar-se-á, quem sabe,
Quando o ser desprender-se da divisão de papel
Feita por alguém que pretendia, provavelmente,
Mensurar tudo que, por excelência,
Não tem medida: o Tempo…
A Vida!
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domingo, 14 dezembro , 2008 por Jhenifer Lira

Ontem, fui a um workshop cujo o assunto principal era cinema. A questão da imagem, da fotografia, do ângulo da câmera… enfim, tudo que um amador da sétima arte necessita saber, seja pela pretensão de ser um cineasta, seja pelo simples fato de querer aprender, foi dito. Eu me enquandro no simples fato de querer aprender. Sinto-me fascinada por esse verbo, e, principalmente, pelas manifestações artísticas. Embora eu sempre tenha gostado de cinema, apenas há algum tempo eu venho sentindo a necessidade de mais – e exigindo -de mim- mais. Por isso, tenho buscado interar-me melhor sobre o assunto.
Bom, ontem foi o primeiro evento que participei e, confesso a vocês, senti-me como se estivesse na sala de casa. Tudo bem que o fato de o orientador ser namorado da minha amiga Flávia ajudou um pouco, mas a sensação estava bem além disso. O principal fato foi sentir na pele a paixão pelo cinema, que exalava de todas as pessoas que se encontravam entre aquelas quato paredes. O desejo de discutir a carência de filmes que valham a pena, não pelo fato de receberem o mero rótulo de bom ou não comercial, mas por remeter ao leitor alguma reflexão, era comum em todos.
Foi aí que o sociólogo Luciano Alvarenga entrou na história. Ele se uniu ao Hunfrey para esmiuçar a arte de fazer cinema, e todos juntos tentamos entender os benefícios e melefícios que esse manifestação causa à nós; ao mundo. Confesso que quando o Luciano discorreu sobre a necessidade que há, não apenas do povo brasileiro, mas o do mundo todo, de um cinema que nos jogue na direção vertical, rumo ao encontro de nós mesmos, resumindo com minhas palavras, não é exagero que me arrepiei. Acredito que a função de toda manifestação artística deveria ser esta: nos levar à reflaxão de quem somos e temos sido, repetindo as palavras que dirigi ao sociólogo. Diante de uma fala que esclarecesse tão bem tudo o que sempre pensei sobre o cinema, não hesitei…, cá estou. Foi um bate-papo que deixou a minha cabeça fervendo. E eu adoro isso!
É bem verdade que o assunto dá pano para bem mais de uma manga, e infelizmente o tempo era contado. Fui triste, embora, porque sentia que ainda havia muito para se discutir. Espero que se tornem freqüentes eventos, que mais parecem reuniões entre amigos, como esses.
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sexta-feira, 12 dezembro , 2008 por Nathalie Gingold
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sexta-feira, 12 dezembro , 2008 por Nathalie Gingold

Cruzar e formar a beleza
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sexta-feira, 12 dezembro , 2008 por Jhenifer Lira
Ó, Flor, tão linda, do céu!
Ó, Flor cândida e pura!
Acalenta esta pobre criatura
Que se abriga agora em seu véu.
Afaga essas mãos que, no papel,
Assemelham-se às que agarram o pincel.
E que sangram amor e ternura…
Pelo canto que minh’alma se cura.
Jorra em mim vosso brilho, mia Lindeza!
Espante este broto de medo, Fortaleza.
Põe-me, peço, alegre ou infeliz a cantar.
Vossa paz é o que preciso. É a certeza
De nada ser, nada saber. É a grandeza
De uma canção no infinito de amar.
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segunda-feira, 1 dezembro , 2008 por Nathalie Gingold

E eu lhe pergunto:
- Trouxeste a chave?
Então vá! Viva a ilusão da liberdade!
[Jhenifer Lira]
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segunda-feira, 1 dezembro , 2008 por Nathalie Gingold

Do céu, o pássaro raro pousou.... e do céu, nada falou, só observou.
Se canto
Não é porque preciso de encanto
Tampouco de encantar
Preciso apenas de um canto
Pra que eu possa
Cantar
[Jhenifer Lira]
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terça-feira, 18 novembro , 2008 por Jhenifer Lira

figura geométrica
canto, centro
coração
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quarta-feira, 12 novembro , 2008 por Jhenifer Lira
ainda é tarde,
mas a sensação que cinge
a alma ávida de tudo
é do anoitecer
há tempos que a sombra do dia caindo
vem dobrando a esquina
e botando no peito – que quase todo se
desabotoa -
o esplendor lunático
da noite dentro da madrugada.
e de tão profunda
e intensa
numa plenitude em si
amanhece

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